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Um Tributo aos Pais


Um Tributo aos Pais

 

 

Houve um longo período na história da civilização humana em que os pais eram apenas homens provedores, isso significava literalmente que a única obrigação que lhes cabia era a de sustentar de “casa, comida e roupa lavada” as suas crias. De forma que, o homem já nascia com esse fardo sobre suas costas, e ai daqueles que não cumprissem essa sina.


Com a evolução sócio cultural os papéis se igualaram, cabendo aos genitores, que podem ser de qualquer gênero a tarefa de cuidar, proteger, mimar, sustentar e acompanhar os seus filhos(as) até se tornarem auto suficientes.


Sim, porque no passado quando um(a) adolescente completava dezoito anos se fosse homem levava “um chute no traseiro” com um papel pregado dizendo: “vá cuidar da sua vida!”. Se fosse mulher, com dezoito anos já era prá estar casada, ou já se dizia que ficara prá “titia”.


Hoje, a infância termina cedo e a adolescência acaba tarde. Os jovens estão preferindo ficar na casa dos pais, é mais cômodo e mais econômico. Fora que casar é assunto prá depois, depois de tudo o que mais se fizer, se pensa em casar.


Bem, novos modelos estabelecem novas relações sociais.


Nas relações familiares contemporâneas, em que existem situações em que pessoas do mesmo sexo assumem a criação dos filhos, é comum alguém na relação assumir o papel de pai ou de mãe. Nas relações de sexos opostos, também se dá o mesmo, sendo que na maioria dos casos, o gênero masculino assume o papel de pai. Mas, contudo há exceções. Existem casos em que os homens assumem a maior parte dos cuidados com os filhos, enquanto as mulheres buscam o sustento.


Então, ao que assume o papel de pai, cabe também assumir as mudanças advindas de uma realidade totalmente diferente da dos pais do século passado.
Estas significam tudo que se vê na atualidade: pais mais presentes, mais atuantes, mais afetuosos e comprometidos com todas as tarefas que fazem parte do universo de um ser humano em formação.


Esses novos pais são os que exploram junto com seus filhotes o amplo universo do facebook, do twitter, dos smartphones e outras parafernálias cibernéticas;
São os pais que cuidam dos filhos, enquanto as mães trabalham, ou vão à academia, ou estão em alguma reunião social “refrescando as ideias”. Não importa onde estejam as mães, eles cuidam e muito bem.


São os que orientam sexualmente e alertam dos perigos que eles já enfrentaram por não terem recebido a mesma cartilha;


Ou mesmo, os que recusam – bravamente - uma reunião da empresa, “daquelas fora de hora”, apenas porque prometeram ir buscar seus filhos na escola e reconhecem que promessa é dívida;


Os pais que choram de emoção ao ver o pequeno(a) descendo as escadas no dia da formatura – do A,B,C... e daí ser alfabetização? É formatura!


Ou, os que choram ao ver o pequeno(a) – de 22 anos – subindo na escalada da vida - e daí, pai que é pai não tem preconceito de idade!


São para estes pais que erguemos um tributo e queremos com todas as honras homenageá-los por terem conseguido acompanhar o tempo. Queremos dizer a estes verdadeiros heróis que toda essa dedicação irá predizer uma futura geração de homens e mulheres diferentes e melhores. E ainda lamentar imensamente pelas gerações passadas não terem desfrutado desse pai incrível. Parabéns pelo Dia dos Pais!