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A Decisão é Sua



 

A palavra decisão é de origem latina, significa em sua etimologia: de – origem, caedere – cortar, oferecendo o seguinte conceito: Decisão é se comprometer a atingir um objetivo e cortar qualquer outra possibilidade. Oferecendo uma reflexão valorosa sobre o tema.

Visto que, primeiro é importante entender que dentro deste contexto estão contidos três elementos: os níveis de decisão, a motivação básica para a decisão e a energia gerada em cada decisão, lembramos aquele velho adágio popular: “quem não pode com o pote, não pega na rodilha”.

Para compreendermos melhor cada um destes elementos, iremos analisá-los separadamente:

Os níveis de decisão dizem respeito à seriedade que cada escolha impõe em nossa vida e na vida das pessoas com quem nos relacionamos, e por sua vez podem ser divididas em: as questões existenciais com que nos deparamos diariamente e a maioria delas refletem a simplicidade do cotidiano: ex. que roupa irei vestir para tal e tal evento? O que irei almoçar? Obviamente a qualidade destas escolhas a médio e longo prazo, podem representar muito para nossa vida. Ora, se você escolhe todos os dias uma alimentação saturada de gordura, pesada, ruim, certamente com o tempo seu corpo e sua saúde irão reclamar. Mesmo assim, estas questões pesam menos em nossas emoções.

O outro nível são as questões fundamentais, cruciais. Ex. Devo casar com fulano(a)? Quantos filhos iremos ter? Devo trabalhar nessa empresa? Devo mudar de País? Devo me separar? Estas, pressupõem consequências mais determinantes para o nosso bem-estar emocional. Contudo, os dois níveis possuem um valor muito importante para o nosso equilíbrio.

O segundo elemento, a motivação básica para decidirmos por “a” ou “b”, aquilo que te impulsiona a querer fazer algo. Qual o tamanho da tua vontade? Lembrando que a grande maioria das pessoas levam vidas insossas, mecânicas, enfadonhas e muitas vezes a diferença entre uma pessoa viva e uma morta, é que a morta está deitada e a outra em pé. Mas, a graça natural, o entusiasmo e a vivacidade já não fazem parte do dia-a-dia dessa pessoa. Para não cairmos nessa armadilha, é preciso refletir o que queremos realmente, ou até mesmo se aquela pequena ou média decisão, mesmo sem tanta graça, valerá o esforço porque irá nos levar mais próximos do nosso objetivo maior. Temos que ter fome de querer.

Outra coisa, decida pelo que você quer, e não apenas pelo que os outros querem, ou pelo que você não quer. Tem pessoas que baseiam suas decisões no que temem, no que não querem. Por exemplo: não quero ser pobre, vou trabalhar! Quando você afirma isso, está atraindo para si exatamente o que mais teme. Nesse caso, sua decisão teria que ser: quero ser rico e ponto. “O perigoso não é pensar grande e não conseguir. O perigoso é pensar pequeno e conseguir”.

Acredite em seu potencial de decisão e treine pequenas decisões, elas te levarão a ter sabedoria nas grandes. E decida pelo melhor, pelo maior, pelo impossível. Walt Disney citou, “Gosto do impossível, porque lá a concorrência é menor”.

Por último, toda decisão gera algum tipo de consequência – boa ou má – essa é a energia da decisão. Então, decida por aquilo que você é capaz de arcar. Porque a energia da decisão consiste na “colheita”, no momento da materialização da sua vontade.

Por fim, quando decidir o que realmente você quer na sua vida, faça uma ação de imediato que represente sua determinação no que almeja. Reforçando a origem da palavra decisão, repudie e corte toda e qualquer possibilidade de voltar atrás, lute bravamente pelo que acredita e quer, pois só dessa forma estaremos fazendo valer o milagre da vida.
 

Tempo de Recomeçar



 

O início de um novo ano trás consigo as promessas de fim de ano, os objetivos traçados, o desejo de fazer tudo novo, diferente e melhor.
Porém, quando menos esperamos estamos seguindo o mesmo curso, fazendo as mesmas coisas. Sendo vítimas de nossas limitações. Então, o que fazer para recomeçar?
Primeiro, vamos entender o sentido real da palavra limitação, compreendendo-a ao pé da letra. Dessa forma, vamos entender que os limites que impomos a nós mesmos para entrarmos em ação no sentido de crescer e evoluir nas mais diversas áreas da vida, são as nossas limitações.
Mas, porque permitimos que alguns sentimentos, atitudes ou palavras nos impeçam de desenvolver nossa potencialidade. A resposta é simples – nem mesmo sabemos por que “batemos sempre nas teclas erradas”.
Isto acontece por não buscarmos na origem, na nascente, as razões desses impedimentos autoimpostos.
É mais ou menos como se estar à margem de um rio, e de repente escutar gritos de alguém se afogando, você mergulha e com muito esforço salva essa pessoa; quando você já está na margem, escuta outro grito, deixa a pessoa que você salvou se recuperando e mergulha novamente; de repente, já é a sexta pessoa que você salva na mesma circunstância, já está se sentindo exausto. E aí reflete: não teria sido melhor, ter ido examinar quem estaria jogando estas pessoas, ou o que realmente estaria provocando essa situação?
Bem, guardadas as devidas proporções, conosco e com nossas limitações acontece do mesmo jeitinho.
De nada adiantará vivermos permanentemente consertando mal-entendidos, essa atitude não nos permitirá realizar todo o nosso potencial e nos sentirmos plenos.
Precisamos refletir seriamente acerca das razões que nos impelem a repetir sempre as mesmas histórias e querer da vida respostas diferentes.
Então, sugerimos: antes de começar a trabalhar por suas metas de 2014, pense quais são as principais limitações que poderão atrapalhar seus melhores planos.
“Conhecer esses inimigos tão íntimos”, poderá nos oferecer forças para lutar contra eles e vencermos o jogo. Mas, não tente vencer todas as limitações de uma vez, trabalhe sempre de duas em duas. Venceu duas, celebre! Comece a trabalhar com mais duas e assim por diante.
Você verá que utilizando essa estratégia, conquistar seus objetivos será mais fácil e seu ano novo será realmente diferente dos anos anteriores. Vale a pena tentar, é tempo de recomeçar!
 

O que você quer ser quando crescer?



   Quando criança é comum nos surpreendermos com a primeira das grandes questões da vida: “o que você quer ser quando crescer”. A resposta é sempre “na lata”, e respondemos sempre as profissões que achamos divertida, instigante, atraente, desafiadora, que combina com nosso jeito de ser.

   Mas, aí o tempo passa e nossas experiências e influências na maioria das vezes nos afasta do sonho da profissão de criança. Ou nos afasta de qualquer outro sonho.


Crescemos e aquela questão permanece – “o que você quer ser quando crescer?”


   Se na infância essa questão em nada incomoda, na vida adulta parece um fardo. É como se as decisões que tomamos na vida estivessem nos carregado para tão, tão distante da nossa essência que é impossível voltar, o que nos frustra severamente.


Porém, a criança que fomos permanece no nosso corpo de adultos. Se podemos errar tantas vezes enquanto adultos, por que não podemos tentar acertar naquilo que sentimos ser nossa vocação. O que falta então?


   Faltam três atitudes que não podíamos, nem precisávamos ter quando crianças. Primeiro, precisamos estabelecer objetivos que incluam ser feliz. Se prá ser feliz você precisar largar uma carreira e começar tudo de novo, faça! Precisamos ter coragem; e finalmente temos que tomar as rédeas da nossa existência.


Com certeza absoluta se fizer na vida o que desperta prazer, satisfação, entusiasmo, você será o melhor. Os desafios e limitações existirão sempre, contudo serão mais fáceis de serem superados. Porque seu combustível será sua motivação, sua fé, sua alegria de estar realizando na vida sua missão pessoal.


   E mais, esse será o seu maior legado: A certeza que em sua existência pôde contribuir substancialmente para tornar esse mundo melhor naquilo que você faz de mais completo. Seja construir um edifício, fazer uma comida, ministrar uma aula, vender um produto, salvar uma vida, consertar um equipamento, limpar uma casa, cuidar de pessoas... Não importa, vale qualquer ofício, contanto que você se sinta realizado.


   Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.
Fernando Pessoa

Um Tributo aos Pais



Um Tributo aos Pais

 

 

Houve um longo período na história da civilização humana em que os pais eram apenas homens provedores, isso significava literalmente que a única obrigação que lhes cabia era a de sustentar de “casa, comida e roupa lavada” as suas crias. De forma que, o homem já nascia com esse fardo sobre suas costas, e ai daqueles que não cumprissem essa sina.


Com a evolução sócio cultural os papéis se igualaram, cabendo aos genitores, que podem ser de qualquer gênero a tarefa de cuidar, proteger, mimar, sustentar e acompanhar os seus filhos(as) até se tornarem auto suficientes.


Sim, porque no passado quando um(a) adolescente completava dezoito anos se fosse homem levava “um chute no traseiro” com um papel pregado dizendo: “vá cuidar da sua vida!”. Se fosse mulher, com dezoito anos já era prá estar casada, ou já se dizia que ficara prá “titia”.


Hoje, a infância termina cedo e a adolescência acaba tarde. Os jovens estão preferindo ficar na casa dos pais, é mais cômodo e mais econômico. Fora que casar é assunto prá depois, depois de tudo o que mais se fizer, se pensa em casar.


Bem, novos modelos estabelecem novas relações sociais.


Nas relações familiares contemporâneas, em que existem situações em que pessoas do mesmo sexo assumem a criação dos filhos, é comum alguém na relação assumir o papel de pai ou de mãe. Nas relações de sexos opostos, também se dá o mesmo, sendo que na maioria dos casos, o gênero masculino assume o papel de pai. Mas, contudo há exceções. Existem casos em que os homens assumem a maior parte dos cuidados com os filhos, enquanto as mulheres buscam o sustento.


Então, ao que assume o papel de pai, cabe também assumir as mudanças advindas de uma realidade totalmente diferente da dos pais do século passado.
Estas significam tudo que se vê na atualidade: pais mais presentes, mais atuantes, mais afetuosos e comprometidos com todas as tarefas que fazem parte do universo de um ser humano em formação.


Esses novos pais são os que exploram junto com seus filhotes o amplo universo do facebook, do twitter, dos smartphones e outras parafernálias cibernéticas;
São os pais que cuidam dos filhos, enquanto as mães trabalham, ou vão à academia, ou estão em alguma reunião social “refrescando as ideias”. Não importa onde estejam as mães, eles cuidam e muito bem.


São os que orientam sexualmente e alertam dos perigos que eles já enfrentaram por não terem recebido a mesma cartilha;


Ou mesmo, os que recusam – bravamente - uma reunião da empresa, “daquelas fora de hora”, apenas porque prometeram ir buscar seus filhos na escola e reconhecem que promessa é dívida;


Os pais que choram de emoção ao ver o pequeno(a) descendo as escadas no dia da formatura – do A,B,C... e daí ser alfabetização? É formatura!


Ou, os que choram ao ver o pequeno(a) – de 22 anos – subindo na escalada da vida - e daí, pai que é pai não tem preconceito de idade!


São para estes pais que erguemos um tributo e queremos com todas as honras homenageá-los por terem conseguido acompanhar o tempo. Queremos dizer a estes verdadeiros heróis que toda essa dedicação irá predizer uma futura geração de homens e mulheres diferentes e melhores. E ainda lamentar imensamente pelas gerações passadas não terem desfrutado desse pai incrível. Parabéns pelo Dia dos Pais!
 

A Escuta Empática



   A Escuta Empática

Nossa educação estabelece critérios que merecem ser refletidos, por exemplo: logo nos primeiros meses é feito um esforço conjunto para aprendermos a falar; começamos balbuciando as pequenas palavras que dão sentido aos estímulos que recebemos.


Mas, o ensino não para por aí, nos ensinam a falar até que tenhamos domínio de todos os verbos e substantivos que nos cercam; e aí chega a hora de aprender a ler e a escrever, que nos dias atuais se dá logo nos primeiros anos. É um orgulho para toda família quando a criança aos cinco anos já consegue ler e escrever as primeiras palavras.


Em seguida, vem o esforço para ler e escrever corretamente, usando todos os recursos possíveis da gramática e fonética; mas não encerra por aí, depois já visualizamos a necessidade de ler e escrever em outros idiomas. Pois, falar português já não é o suficiente para manter nossa boa empregabilidade. Dessa forma, nossa vida segue o rumo em um aprendizado do falar e ler ininterrupto.


A importância dessa formação contínua é essencial, porém observem que no desenvolver frenético de nossas habilidades, desprezamos outro aprendizado que deveria obrigatoriamente também fazer parte desse portfólio de conhecimentos. No nosso repertório de aprendizados não somos estimulados em nenhuma fase de nosso desenvolvimento a escutar.


Então, tocamos a vida a falar e a escrever, mas o escutar soa até estranho aos nossos sentidos. Tornando nossa conta bancária emocional pobre de recursos que a alimente. Pois, a escuta é uma prática que nos oportuniza a aproximação, o conhecimento profundo e o alcance de objetivos comuns. Escutar é mais que ouvir, significa colocar os ouvidos a serviço da emoção e da razão, oferecendo um sentido pleno aos relacionamentos interpessoais. 

 

No geral, temos quatro tipos ou níveis, para melhor explicar, de escuta, a saber: escuta inexistente: acontece quando o outro fala, mas o receptor está pensando, olhando ou fazendo outra coisa totalmente diferente e não assimila absolutamente nada do que foi dito; escuta seletiva: é quando deleto o que não me interessa e só escuto o que quero, o que chama mais a minha atenção; escuta concentrada: é quando presto realmente atenção ao ponto de repetir depois cada palavra, com virgulas e pontos, mas pouco me interessa, não sou capaz de sentir nada a respeito; e por fim, a escuta empática: que acontece quando, além de concentrado o ouvinte está realmente interessado no outro, sendo capaz de repetir o que foi dito e demonstrar interesse genuíno, através de todos os sentidos.


É a escuta empática que nos ajuda a manter uma conta bancária emocional positiva. “Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos”- Saint Éxupery.
Quando em uma situação de ouvinte nos concentramos no que o outro expressa e empreendemos um esforço para sentir e pensar simultaneamente a respeito do que escutamos, as duas estruturas unidas – emoção e razão – compõem a competência de agir com inteligência, oferecendo possibilidades de que essa interação humana, em qualquer esfera, pessoal ou profissional, ofereça grandes rendimentos.