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O que você quer ser quando crescer?



   Quando criança é comum nos surpreendermos com a primeira das grandes questões da vida: “o que você quer ser quando crescer”. A resposta é sempre “na lata”, e respondemos sempre as profissões que achamos divertida, instigante, atraente, desafiadora, que combina com nosso jeito de ser.

   Mas, aí o tempo passa e nossas experiências e influências na maioria das vezes nos afasta do sonho da profissão de criança. Ou nos afasta de qualquer outro sonho.


Crescemos e aquela questão permanece – “o que você quer ser quando crescer?”


   Se na infância essa questão em nada incomoda, na vida adulta parece um fardo. É como se as decisões que tomamos na vida estivessem nos carregado para tão, tão distante da nossa essência que é impossível voltar, o que nos frustra severamente.


Porém, a criança que fomos permanece no nosso corpo de adultos. Se podemos errar tantas vezes enquanto adultos, por que não podemos tentar acertar naquilo que sentimos ser nossa vocação. O que falta então?


   Faltam três atitudes que não podíamos, nem precisávamos ter quando crianças. Primeiro, precisamos estabelecer objetivos que incluam ser feliz. Se prá ser feliz você precisar largar uma carreira e começar tudo de novo, faça! Precisamos ter coragem; e finalmente temos que tomar as rédeas da nossa existência.


Com certeza absoluta se fizer na vida o que desperta prazer, satisfação, entusiasmo, você será o melhor. Os desafios e limitações existirão sempre, contudo serão mais fáceis de serem superados. Porque seu combustível será sua motivação, sua fé, sua alegria de estar realizando na vida sua missão pessoal.


   E mais, esse será o seu maior legado: A certeza que em sua existência pôde contribuir substancialmente para tornar esse mundo melhor naquilo que você faz de mais completo. Seja construir um edifício, fazer uma comida, ministrar uma aula, vender um produto, salvar uma vida, consertar um equipamento, limpar uma casa, cuidar de pessoas... Não importa, vale qualquer ofício, contanto que você se sinta realizado.


   Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.
Fernando Pessoa

Negociação



Ganha- Ganha ou Nada feito

Todos nós somos negociadores, mesmo que não sejamos no sentido pleno vendedores. Negociamos em todas as áreas de nossa vida, e desde muito cedo. A exemplo dessa cena, “Filho, se você fizer a tarefa direitinho pode brincar lá fora”. E aí o garoto capricha no tempo e na qualidade e aí ganha o bônus prometido. Quem nunca passou ou presenciou uma situação semelhante? E tem tantas outras situações do dia-a-dia que poderíamos citar, em níveis e contextos diferentes, onde vamos fazendo nossas negociações.


Porém, são poucos os que se tornam grandes negociadores. Essa arte limita-se na maioria dos casos aos vendedores oficiais, aos homens e mulheres de negócios, por assim dizer.


Mas, bem ou mal a vida em grupo é uma eterna negociação. O que torna possível identificar pelo menos três tipos de negociações comuns, a saber:
Vamos entender primeiro a negociação ganha-perde. Nesta, o negociador pretende, sempre de forma sedutora, persuasiva, convencer o outro a pagar um preço sempre maior do que o merecido pelo produto ou serviço envolvido. O alvo é ganhar, independente que o outro perca. O perdedor nessa história sente-se sempre lesado, bobo, enganado. Caracteriza-se em um processo reativo.


Depois vem a negociação perde-ganha. Esta é o outro lado da moeda, mas acaba sendo bem parecida em seu contexto final. O negociador nessa modalidade de negociação, cede aos apelos do cliente e faz como ele “deseja”, mesmo sabendo que está perdendo e que depois resultará em prejuízo para ambos.


E por último, vem a negociação ganha-ganha ou nada feito. Essa é sem sombra de dúvidas a melhor modalidade, nesta os dois lados envolvidos buscam um acordo onde todos saiam ganhando, onde os resultados sejam satisfatórios e lucrativos; onde a amizade floresça e a confiança se consolide. Quando não é possível se chegar a um acordo ganha-ganha o melhor mesmo é nada feito. Nada feito parece uma perda, mas na verdade é uma medida preventiva, nada feito poderá se reverter depois numa transação ganha-ganha.


Quando numa negociação todos os lados saem ganhando, pode ter certeza que os resultados perduram e oferecem sustentabilidade às relações e aos negócios.
 

Um Tributo aos Pais



Um Tributo aos Pais

 

 

Houve um longo período na história da civilização humana em que os pais eram apenas homens provedores, isso significava literalmente que a única obrigação que lhes cabia era a de sustentar de “casa, comida e roupa lavada” as suas crias. De forma que, o homem já nascia com esse fardo sobre suas costas, e ai daqueles que não cumprissem essa sina.


Com a evolução sócio cultural os papéis se igualaram, cabendo aos genitores, que podem ser de qualquer gênero a tarefa de cuidar, proteger, mimar, sustentar e acompanhar os seus filhos(as) até se tornarem auto suficientes.


Sim, porque no passado quando um(a) adolescente completava dezoito anos se fosse homem levava “um chute no traseiro” com um papel pregado dizendo: “vá cuidar da sua vida!”. Se fosse mulher, com dezoito anos já era prá estar casada, ou já se dizia que ficara prá “titia”.


Hoje, a infância termina cedo e a adolescência acaba tarde. Os jovens estão preferindo ficar na casa dos pais, é mais cômodo e mais econômico. Fora que casar é assunto prá depois, depois de tudo o que mais se fizer, se pensa em casar.


Bem, novos modelos estabelecem novas relações sociais.


Nas relações familiares contemporâneas, em que existem situações em que pessoas do mesmo sexo assumem a criação dos filhos, é comum alguém na relação assumir o papel de pai ou de mãe. Nas relações de sexos opostos, também se dá o mesmo, sendo que na maioria dos casos, o gênero masculino assume o papel de pai. Mas, contudo há exceções. Existem casos em que os homens assumem a maior parte dos cuidados com os filhos, enquanto as mulheres buscam o sustento.


Então, ao que assume o papel de pai, cabe também assumir as mudanças advindas de uma realidade totalmente diferente da dos pais do século passado.
Estas significam tudo que se vê na atualidade: pais mais presentes, mais atuantes, mais afetuosos e comprometidos com todas as tarefas que fazem parte do universo de um ser humano em formação.


Esses novos pais são os que exploram junto com seus filhotes o amplo universo do facebook, do twitter, dos smartphones e outras parafernálias cibernéticas;
São os pais que cuidam dos filhos, enquanto as mães trabalham, ou vão à academia, ou estão em alguma reunião social “refrescando as ideias”. Não importa onde estejam as mães, eles cuidam e muito bem.


São os que orientam sexualmente e alertam dos perigos que eles já enfrentaram por não terem recebido a mesma cartilha;


Ou mesmo, os que recusam – bravamente - uma reunião da empresa, “daquelas fora de hora”, apenas porque prometeram ir buscar seus filhos na escola e reconhecem que promessa é dívida;


Os pais que choram de emoção ao ver o pequeno(a) descendo as escadas no dia da formatura – do A,B,C... e daí ser alfabetização? É formatura!


Ou, os que choram ao ver o pequeno(a) – de 22 anos – subindo na escalada da vida - e daí, pai que é pai não tem preconceito de idade!


São para estes pais que erguemos um tributo e queremos com todas as honras homenageá-los por terem conseguido acompanhar o tempo. Queremos dizer a estes verdadeiros heróis que toda essa dedicação irá predizer uma futura geração de homens e mulheres diferentes e melhores. E ainda lamentar imensamente pelas gerações passadas não terem desfrutado desse pai incrível. Parabéns pelo Dia dos Pais!