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A Escuta Empática



   A Escuta Empática

Nossa educação estabelece critérios que merecem ser refletidos, por exemplo: logo nos primeiros meses é feito um esforço conjunto para aprendermos a falar; começamos balbuciando as pequenas palavras que dão sentido aos estímulos que recebemos.


Mas, o ensino não para por aí, nos ensinam a falar até que tenhamos domínio de todos os verbos e substantivos que nos cercam; e aí chega a hora de aprender a ler e a escrever, que nos dias atuais se dá logo nos primeiros anos. É um orgulho para toda família quando a criança aos cinco anos já consegue ler e escrever as primeiras palavras.


Em seguida, vem o esforço para ler e escrever corretamente, usando todos os recursos possíveis da gramática e fonética; mas não encerra por aí, depois já visualizamos a necessidade de ler e escrever em outros idiomas. Pois, falar português já não é o suficiente para manter nossa boa empregabilidade. Dessa forma, nossa vida segue o rumo em um aprendizado do falar e ler ininterrupto.


A importância dessa formação contínua é essencial, porém observem que no desenvolver frenético de nossas habilidades, desprezamos outro aprendizado que deveria obrigatoriamente também fazer parte desse portfólio de conhecimentos. No nosso repertório de aprendizados não somos estimulados em nenhuma fase de nosso desenvolvimento a escutar.


Então, tocamos a vida a falar e a escrever, mas o escutar soa até estranho aos nossos sentidos. Tornando nossa conta bancária emocional pobre de recursos que a alimente. Pois, a escuta é uma prática que nos oportuniza a aproximação, o conhecimento profundo e o alcance de objetivos comuns. Escutar é mais que ouvir, significa colocar os ouvidos a serviço da emoção e da razão, oferecendo um sentido pleno aos relacionamentos interpessoais. 

 

No geral, temos quatro tipos ou níveis, para melhor explicar, de escuta, a saber: escuta inexistente: acontece quando o outro fala, mas o receptor está pensando, olhando ou fazendo outra coisa totalmente diferente e não assimila absolutamente nada do que foi dito; escuta seletiva: é quando deleto o que não me interessa e só escuto o que quero, o que chama mais a minha atenção; escuta concentrada: é quando presto realmente atenção ao ponto de repetir depois cada palavra, com virgulas e pontos, mas pouco me interessa, não sou capaz de sentir nada a respeito; e por fim, a escuta empática: que acontece quando, além de concentrado o ouvinte está realmente interessado no outro, sendo capaz de repetir o que foi dito e demonstrar interesse genuíno, através de todos os sentidos.


É a escuta empática que nos ajuda a manter uma conta bancária emocional positiva. “Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos”- Saint Éxupery.
Quando em uma situação de ouvinte nos concentramos no que o outro expressa e empreendemos um esforço para sentir e pensar simultaneamente a respeito do que escutamos, as duas estruturas unidas – emoção e razão – compõem a competência de agir com inteligência, oferecendo possibilidades de que essa interação humana, em qualquer esfera, pessoal ou profissional, ofereça grandes rendimentos.
 

Conta Bancária Emocional



Nossa conta bancária financeira consiste em realizarmos depósitos, saques, investimentos, pagamentos, empréstimos e tudo mais que diz respeito ao dinheiro.

Gostaria de propor uma analogia desta prática com as nossas relações interpessoais, no que refere-se aos sentimentos, atitudes e palavras que permeiam nossos relacionamentos. Vamos imaginar sentimentos, atitudes e palavras como as moedas que estabelecem essa conta. E nessa linha de raciocínio vamos questionar: a quantas anda nosso movimento na conta bancária emocional?Salientando que nessa conta encontram-se envolvidos nós e todos com quem nos relacionamos nas mais diversas dimensões da nossa existência. 

Nessa conta temos tido mais saques, ou mais depósitos? E os empréstimos que temos feito? E os investimentos também estão fazendo parte de nossa conta bancária emocional?
Precisamos ter certeza que os nossos relacionamentos importam muito ao nosso crescimento, sejam no âmbito pessoal, familiar, de amizades, profissional e, que “é impossível ser feliz sozinho”. Não adianta querer crescer sem o apoio de alguém, porque em dado momento nos sentimos independentes demais. E acreditamos inocentemente que o mundo pertence a nós, e a mais ninguém.

Porém, a escalada fundamental se dá quando chegamos em um nível de consciência que nos permite ser interdependente. Isso acontece quando temos auto suficiência em nossas ações e ao mesmo tempo temos a certeza da importância do outro em nossa vida, na concretização de nossas metas, nas comemorações, nas perdas e ganhos.

Precisamos exercitar a prática de alimentar corretamente essa conta bancária emocional, seguem algumas sugestões:
 

1º Trate bem todas as pessoas
Não julgue que são apenas os envolvidos diretamente com seu projeto de vida de quem você precisa, ou precisará. É incrível quando de repente o indivíduo mais estranho a nós se torna o mais essencial. Portanto, trate bem sem preconceitos, sem estigmas, sem barreiras de qualquer tipo. Trate bem, quando você não estiver bem. Lembre que o frentista que abastece o teu carro não tem absolutamente nada haver com a pressão que você está sofrendo no trabalho. Portanto, trate bem sem olhar a quem;

2º Ouça mais e fale menos
Quando ouvir procure realmente prestar atenção usando todos os sentidos possíveis. Algumas vezes fingimos ouvir e quando a pessoa com quem conversávamos se retira do ambiente, a gente não lembra de mais nada;

3º Tenha empatia
Empatia não é simpatia, embora a maioria dos empáticos sejam simpáticos. Mas, nem sempre os simpáticos são empáticos. Ter empatia é desenvolver a capacidade de se colocar no lugar do outro, sentir o que a pessoa sente, não julgar, não falar mal e quando possível ajudar, jamais atrapalhar;
 

4º Elogie sempre
Elogios são como música para alma. Mas, só vale se forem sinceros. Elogiar com sinceridade é buscar no outro o seu melhor e com palavras ressaltar determinada qualidade, talento ou situação vistas naquela pessoa. O indivíduo que não consegue elogiar normalmente tem dificuldades de ouvir elogios, ou em seu oposto, só conseguem olhar pra si e ouvir os elogios que lhe fazem.

A conta bancária emocional quando bem alimentada provoca harmonia, gera resultados fantásticos e ajuda no alcance de nossas metas. Alimentar a conta bancária emocional no ambiente corporativo nos distinguirá e facilitará nossa realização profissional.
 

Em tempos de crise...



1º Reflita: Quais as competências que tem desenvolvido?
Todos nós temos dons e talentos que se encontram muitas vezes guardadinhos, precisando apenas atualização e uso. Não guarde seus dons e talentos para usá-los “amanhã”, ou “em algum lugar”. Use-os a partir de agora, aplicando-os desenvolverá competências que nem sonhava possuir. O que fará com que apareça e cresça, surgindo oportunidades fantásticas de desenvolver sua carreira e ganhar mais em literalmente todos os sentidos;

2º Recue quando necessário:
Às vezes é necessário dar três passos para trás para poder dar dez para frente. É válido recusar uma satisfação hoje para obter um prazer, ainda maior, amanhã. Tem situações profissionais que pedem que a pessoa saia dos holofotes e se recolha ao backstage até o momento certo de voltar às luzes;

3º Examine sua forma de comunicar-se:
A comunicação é a ferramenta básica das relações interpessoais. Nos comunicamos da forma mais elementar, até a mais elaborada. Os recursos de comunicação se tornaram acessíveis, rápidos e eficazes. Entretanto, é através da comunicação que criamos os piores conflitos de relacionamento. Falamos muito e ouvimos pouco o que o outro tem a dizer; nos importamos demais com “as conversas de nossa cabeça” e temos certeza que sabemos que o mesmo que se passa “nela” se passa na “cabeça do outro”. Na internet, que representa hoje uma das formas básicas de comunicação, traduzimos o que o outro escreve pelo que pensamos. Enfim, no geral é um caos nossa competência em comunicação. Por isso, na hora da crise vamos reaprender “a falar”.
Questione-se: que resultados tenho obtido dos meus longos discursos? Nas negociações em busca dos meus objetivos pessoais e profissionais que argumentos de comunicação tem influenciado mais? Na discussão sempre venço, ou sempre perco? Sou daqueles(as) que acham que “melhor só que mal acompanhado”? Tire suas próprias conclusões e realinhe-se.
É incrível o poder que a comunicação tem de nos erguer ou nos arrastar para as maiores profundezas do nosso inferno pessoal. Pense no que fala, pense antes de falar, ensaie seus discursos, enumere por escrito suas prioridades nos diálogos que irá estabelecer e na dúvida é melhor fazer o papel de figurante mudo do que de canastrão. Deixem que tirem suas próprias conclusões.
Lembre-se que tudo que você fala pode ser “usado contra você no tribunal”. E esforce-se para ser em 99% do tempo gentil, e esses 1% restante guarde para os momentos mais apropriados e para as pessoas certas, às vezes é necessário “chutar o pau da barraca”, mas só às vezes;

4º Tenha atitude:
Tem um palestrante amigo meu que citou certa vez em uma de nossas conversas que “é melhor pedir desculpas, do que pedir licença”. Guardada as devidas proporções, porque também não podemos sair em disparada derrubando tudo e todos à nossa frente, concordo com o meu amigo quando ele quer passar, com essa citação, a mensagem tácita que precisamos agir. Temos que parar de dar desculpas e assumir responsabilidades, tomar a frente, ter iniciativa em relação aos nossos projetos de vida e aos projetos dos grupos sociais dos quais fazemos parte. Mas, concordo totalmente que o melhor é agir estrategicamente, principalmente em tempos de crise. Fazer planos e seguir os planos. Adequar seu planejamento ao dia, semana, mês, ano e década.

Para o povo japonês, crise tem o mesmo sentido que oportunidade. Eles se tornaram expertises em transformar CRISE em CRI$E. O que estabeleceu comprovadamente o lugar privilegiado do Japão na economia mundial. E pensar que já renasceram das cinzas tantas vezes!
Sendo assim, o que está esperando?
 

A Importância das Perguntas



“Alguns homens veem as coisas como são, e dizem por quê? Eu sonho com as coisas que nunca foram e digo por que não?”

(Bernard Shaw)

A constante movimentação que rege nossa vida faz com que o cotidiano nos embale numa frenética corrida pelo cumprimento de uma agenda que parece querer nos engolir. É comum ouvirmos a frase: “Estou sem tempo!” Como se o tempo nos pertencesse. Mas, mesmo que às vezes totalmente inconsciente sabemos que o tempo pertence a ele mesmo, e que nós é que precisamos nos adaptar.

Dessa forma, vem a importância de aproveitá-lo ao máximo, e uma das melhores formas de aproveitar para crescer, é refletindo em forma de comunicação interna sobre o que estamos fazendo do tempo que nos é concedido.


A todo instante nossa mente é povoada de perguntas, questionamentos, desde os mais complexos, as mais simples perguntas, do tipo: “O que será que tem hoje para o almoço?”. No âmbito profissional, os questionamentos que nos fazemos, por vezes, nos coloca em precipícios profissionais estarrecedores. Nos perguntamos sobre as mais diversas possibilidades, e respondemos a nós mesmos algumas vezes os maiores absurdos.


Lembrem que antes de falar, a gente pensa, e que esse pensamento é fruto de uma série de situações, experiências, impressões, valores e nem sempre estão corretos. Mas é nosso pensamento, e julgamos que é o mais certo! Estes, sempre vem em forma de perguntas, e consequentemente de respostas, algumas delas críticas.


Aprendi que podemos dirigir nossos pensamentos, fazendo com que eles nos ajudem no alcance dos nossos objetivos, fazendo com que eles nos impulsionem à escaladas maiores. E assim surgiu o Presente das Perguntas. E é esse presente que quero agora dividir com você. Esse presente na verdade é um exercício, chamo-o de presente porque tudo que existe que nos ajuda de verdade a viver melhor e tirar todo o proveito do tempo considero uma dádiva. As pessoas buscam válvulas de escape para se sentirem melhores, para “escaparem” das situações. Porém, viver é aproveitar cada momento que nos é oferecido de forma prazerosa em qualquer âmbito. Portanto, escapar não é o melhor caminho. O melhor caminho é desfrutar.


Nesse processo, podemos utilizar estratégias que nos auxiliem, que aliviem nossas dúvidas e nos façam sentir interiormente o valor do que somos, do que temos e das nossas potencialidades. Sugiro que façamos o exercício das perguntas diariamente, tenho usado esta ferramenta e ela tem auxiliado bastante no meu desenvolvimento pessoal. É simples e solucionadora, tem vários benefícios, a saber: primeiro, nos impulsiona à reflexão – coisa rara no frenesi do dia à dia; segundo, aponta o quanto já ganhamos e muitas vezes desvalorizamos deixando de ver; e terceiro, abre nossa janela da imaginação para criarmos as situações adequadas para a realização de nossas metas.


Esses três benefícios por si só já justificam extrairmos um tempinho, desse valioso tempo que nos foi destinado, para colocarmos em prática o Presente das Perguntas.


Então, separe um momento do início do seu dia e pergunte a você mesmo:

Perguntas de Poder pela manhã:

  1. Pelo que sou feliz em minha vida agora? O que me faz feliz?Como isso me faz sentir?
  2. Pelo que me sinto orgulhoso em minha vida agora? Como isso me faz sentir?
  3. Pelo que me sinto grato em minha vida agora?
  4. Quem eu amo? Quem me ama?Como isso me faz sentir?
  5. O que mais desfruto em minha vida agora?

Separe também uns instantes do final do seu dia e pergunte a você mesmo:
Perguntas de Poder á noite:

  1. O que aprendi hoje?
  2. Com que contribuí?

Simples assim!

Mas, tenho certeza absoluta que se receber esse presente e usufruir dele colocando-o em prática, dará um salto de qualidade na sua vida e na dos que convivem com você. Faça mais, dê o Presente das Perguntas para os que estão do seu lado.

 

“ O Importante é não parar de questionar, a curiosidade tem sua própria razão para existir.”

(Albert Einstein)
  

Brasil, mostra tua cara...



          Estamos vivendo um momento globalizado: Copa das Confederações, preview da Copa do Mundo, movimentos populares, indignações, protestos, expectativas, o nosso país ora está presente no mundo pelo crescimento, ora pela necessidade de desenvolvimento.

          Temos consciência que já não somos isolados, fazemos parte de uma aldeia global que exige competências que até então podiam ser perfeitamente dispensáveis. Uma das competências mais relevantes consiste na capacidade de formar líderes na área de gerir pessoas. 

          Líderes que motivem, inspirem confiança, estabeleçam metas justas, acompanhem o crescimento, qualifiquem pessoas e saibam quantificar resultados por meio de processos.
Precisamos capacitar os nossos líderes à restaurarem a confiança depositada pela grande maioria. A resposta à essa demanda só se realiza por meio do aprendizado, o que por si só em nosso país representa uma grande mudança. Porque somos de uma certa forma vítimas de uma política que privilegia interesses próprios em detrimento aos interesses sociais.

          Há possibilidades de uma mudança real? Há, se e somente se, pessoas que fazem a diferença se tornem liderança com base em princípios sólidos, com uma base ética que transpõe os interesses pessoais e oferecem significado.