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A Verdade Nua e Crua - Artigo 01




 

Série: A verdade Nua e Crua

Mensagem de uma internauta de Recife/ PE, que diz: “Prezada Mônica, fui à uma festa oferecida pela minha empresa e chegando lá exagerei na bebida e acabei “ficando” com o meu chefe que é comprometido - casado. Depois disso, ele tem me tratado com indiferença e passei a ser “a bola da vez” do escritório, são piadas, comentários maldosos e rejeições. O que devo fazer?

 

 

Prezada internauta, sinto em lhe dizer que “você pisou na bola feio!” Existem basicamente dois tipos de “pecados” corporativos, estes são: os perdoáveis e os imperdoáveis. Os perdoáveis são em maior quantidade, mas como o próprio nome sugere, atrapalha, mas não elimina a pessoa do jogo corporativo. Já os imperdoáveis são poucos mais são letais, e entre os principais estão: primeiro, apropriação indevida de recursos materiais ou informações – isso significa roubo; segundo, relacionamentos afetivos casuais com exposição sexual, especialmente com pessoas de um nível hierárquico superior ao nosso; e o terceiro, é o sujeito não produzir absolutamente nada.
Destes, você feriu um “bombástico”. Porque você feriu uma relação de trabalho, onde deve existir respeito e confiança, mantendo relacionamento sexual com seu chefe. E, feriu sua imagem perante todos os seus colegas. Seu chefe, como você própria afirma, é casado. Ele não cometeu um erro menor, mas como ele chefe, certamente ele fica. Salvo, em algumas poucas organizações com padrões morais bem rígidos, onde ele também seria afastado.
Mas, você amiga está com os dias contados, a menos que esse envolvimento se transforme em relacionamento afetivo, o que é improvável. Visto que, ele está te tratando friamente. Mas se acontecer desse relacionamento casual virá um “amor grande hotel”, você poderá ser promovida a nova esposa, ou amante. Se for esposa, você pode mandar demitir todos que falaram mal de você. E um conselho, fique de olho no chefe – seu marido, porque ele poderá vir a repetir esse mesmo comportamento com outra funcionária. Se você se tornar amante, você terá ainda duas opções: a primeira é continuar trabalhando na empresa – se desejar-, e continuará sendo alvo de fofocas. Se adquirir poder, vai conseguir eliminar alguns fofoqueiros, mas certamente sempre ficará alguém que passará “o babado” adiante. Uma outra possibilidade é sair “a francesa” e ir viver como amante tradicional, num apartamento de paredes vermelhas, à luz de velas, esperando seu amor vir passar suas horas “absolutamente vagas” com você.
Uma outra alternativa – e com certeza a melhor – é que se você estiver realmente arrependida desse vacilo, porque você é uma profissional e reconhece que realmente foi um ato insano, conselho: “pega o seu banquinho e saia de fininho”. Passe seu currículo a limpo, erga a cabeça e de uma forma madura, discreta e resoluta, vá em busca de um novo emprego.
Recomeçar é sempre possível, desde que se queira. Reflita o acontecido e todas as suas consequências e comece de novo, partindo do agora, e que toda essa história tenha te oferecido um grande aprendizado e que você tenha todo sucesso em sua nova carreira.
 

A Verdade Nua e Crua



                    Prezados(as) leitores(as), temos recebido um número considerável de mensagens contendo dúvidas acerca de situações profissionais bem corriqueiras, mais com um nível de importância crucial para quem deseja crescer, são perguntas assim:

Como devo me vestir para uma entrevista de trabalho?

O que coloco em meu currículo para atrair mais atenção?

Como lidar com um chefe difícil?

Como devo me comportar nas festinhas promovidas pela minha empresa, com que roupa devo ir, posso ser “natural”?

Como conseguir uma promoção em um curto espaço de tempo, o que preciso fazer?

                 Enfim, são questões profissionais que envolvem comportamento, relacionamento interpessoal, conduta, postura, carreira, coisas que às vezes incomodam e nem sempre conseguimos obter das pessoas mais próximas uma resposta neutra e sincera. Ás vezes até ficamos envergonhados em perguntar. Então, visando ajudar no sentido de apontar o melhor caminho a seguir, sem julgamentos e sem hipocrisia criamos a série A VERDADE NUA E CRUA”. Teremos através desse caminho uma comunicação direta, franca e sigilosa.

                 Mandem suas dúvidas profissionais através do site www.monicaconsultoria.com.br ou do endereço eletrônico monicaconsultoria@monicaconsultoria.com.br, coloque no assunto: A Verdade Nua e Crua. Teremos a maior satisfação em poder desmistificar de forma leve algumas dúvidas que acabam se transformando em dilema.

                  Não se preocupe que manteremos sua identidade protegida, para tal qualquer semelhança será mera coincidência. A partir de hoje aguardamos suas perguntas e esperamos que esta ferramenta seja uma ponte sólida entre a Mônica Consultoria e você.

 


 

VERÁS QUE UM FILHO TEU NÃO FOGE A LUTA!



 

07 setembro


 


VERÁS QUE UM FILHO TEU NÃO FOGE A LUTA!

Entrando no clima das comemorações do Dia da Pátria, gostaria de fugir ao lugar-comum das queixas e lamentações de um país que verbaliza, na grande maioria das vezes com justificativas racionais, palavras como corrupção, desemprego, educação precária, saúde lamentável e segurança frágil, para proclamar um outro lado desse mesmo Brasil. Quero falar de um país que apesar de ainda embalar todas essas nomenclaturas vergonhosas, é formado de um povo com um potencial que vai além de qualquer adjetivo negativo. Quero cantar em versos e prosas um país que tem em seu seio o símbolo sempre presente do calor humano, da sensibilidade, da emotividade cultural que torna nossa terra mais garrida e nossos campos sempre e com cada vez mais flores. Da força criativa e empreendedora de um povo que desconhece a palavra desistir. Gostaria de nessa oportunidade também conclamar aos brasileiros e brasileiras de todas as cores, formas, ideologias e capital social, que possamos levantar uma bandeira que com toda certeza pode mudar a face turva dessa história. O desafio consiste em aproveitarmos nossa herança cultural privilegiada, que nos torna um povo de todas as raças e culturas e investirmos em transformar o caos através da educação. Essa é nossa maior ferramenta. Se a abertura de fronteiras nos trouxeram oportunidades de assimilar conhecimentos globais, que possamos abraçar esta causa. A independência se dá pelo saber desenvolver a educação das possibilidades, da sensibilidade e do verdadeiro enriquecimento que poderá nos tornar iguais. Que as pessoas e as organizações de trabalho possam investir em aprendizado, não apenas nos conhecimentos técnicos, também em saberes comportamentais, éticos e morais. Que as instituições públicas e privadas ofereçam mais estímulos e recursos para essa causa, e com certeza, “verás que um filho teu não foge a luta.” Acredito ser essa a única alternativa para nossa independência, ou morte...


 

Em nome do Pai




As mudanças sociais advindas de uma série de fatores, que não vem ao caso mencionar neste artigo, estabeleceram a figura de um novo pai. Não tenho a pretensão de discorrer sobre condição ou orientação sexual de qualquer dos gêneros. Apenas tornar relevante o papel do pai dentro de um contexto que estabelece uma postura diferente. Hoje, graças a Deus temos outras configurações familiares, e nestas o pai não é mais apenas aquela figura simbólica, que emanava autoridade e respeito. O pai não é apenas o provedor financeiro. Hoje, o pai definitivamente assumiu um papel ativo, onde é cada vez mais frequente vermos pais assumirem o cuidado em alimentar, cuidar das roupas dos seus filhos, levar na escola, participar ativamente na formação das crianças, nos contratempos dos adolescentes e nas experiências dos filhos adultos. Bem, mas como tudo tem seu lado bom e seu lado ruim, vem o questionamento, os pais estão preparados para tudo isso? E no contexto profissional? Tem um comercial de um produto, que está sendo veiculado esta semana, que passa um pai numa reunião de trabalho, quando de repente recebe uma mensagem de celular do filho que está numa sala ao lado, me parece, e este o espera para “entrarem juntos numa fantasia de criança”, tipo viajar numa espaçonave, algo assim. E aí, o sujeito discretamente fala aos que estão com ele na sala que aconteceu algo muito importante e que precisará sair por algum tempo da reunião e sai. Essas “mentirinhas do bem” eram comuns no universo das mães. Ou seja, por temerem perder o respeito profissional, inventavam mentirinhas para correr e resolver as emergências de suas crias. Agora, são os pais que fazem a mesma coisa. São eles que correm do trabalho para assistirem as reuniões de pais e mestres; eles que fogem das reuniões de trabalho para assistirem as pecinhas de teatro, etc. Então, que mensagem nos trás esse novo cenário? Acredito que a mensagem de que podemos ser bons profissionais sem abandonar os outros valores que importam em nossas vidas; a de que ser pai é estar realmente presente em todas as fases da vida de um filho, sem ser apenas um símbolo distante. È por toda essa mudança na estrutura das relações, que parabenizamos todos os novos pais e temos certeza que este novo modelo irá impactar em uma geração de pessoas melhores. E por tudo isso, gosto muito da frase da música do Padre Zezinho quando ele diz: “e que o homem carregue nos ombros a graça de um pai”.
 

Quanto Custa a Competência?



Permita-me aproveitar o evento Copa do Mundo, especificamente a Copa do Mundo no Brasil e, ainda enfatizar com mais rigor a performance lamentável da nossa “seleção de craques”, neste artigo. Para dizer que mesmo o pior crítico de futebol, condição em que me incluo, pode julgar que tivemos o pior desempenho de todos os tempos. E que no mínimo, tal acontecimento deverá nos permitir fazer algumas reflexões, a saber: primeiro, nossos craques da seleção demonstraram “muita ginga”, pouca técnica e uma estratégia desordenada. Sem um planejamento estratégico eficaz os objetivos de uma organização tornam-se comprometidos pelas variáveis externas que inevitavelmente surgem. Ainda mais, se o concorrente for estratégico. Nesse caso é quase uma causa perdida. Os componentes de um time precisam entender e treinar suas estratégias, através de um programa de educação continuada, onde conhecimentos multidisciplinares sejam exaustivamente estudados e assimilados. Segundo, depositaram toda confiança em um só componente da equipe, provocando uma responsabilidade individual tamanha que enfraqueceu o desempenho do mesmo. Empresas só crescem se tiverem um time onde cada um atue em sua posição de forma eficiente e eficaz, é justamente a união das partes, como num quebra-cabeças, que define o resultado. Terceiro, nossa seleção demonstrou a ausência de um trabalho contínuo, consistente, amadurecido. Até uma escola de samba para desfilar por uma hora, planeja e ensaia o ano inteiro. Julgo que estes fatores precipitaram este resultado que entristeceu uma nação inteira. Mas, se serviu para “o gigante” realmente despertar vai ter valido a pena amargar esta vergonha internacional. Se serviu para entendermos definitivamente o valor do aprendizado, do planejamento, da preparação e do trabalho em equipe; Se serviu para os gestores de empresas do setor público e privado compreenderem que treinamento não é custo, que educar não é deixar de vender; Se serviu para compreendermos o valor de planejar, realizar e monitorar os resultados; Se tudo isso acontecer, a Copa terá sido “nossa” – a nossa redenção.