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O Lado Emocional da Crise Econômica


A palavra crise pressupõe ausência de conforto, segurança ou acomodação. Ela se dá em várias dimensões da vida e geralmente de forma simultânea. Por exemplo, o indivíduo pode estar seguramente trabalhando, ganhando satisfatoriamente, sendo reconhecido profissionalmente e aí de repente descobre que o casamento está falido, já não existe afeto, há uma distância total entre o casal. Enfim, está inaugurada a crise conjugal.

Como as áreas da vida não são assim tão distintas. Esse mesmo profissional satisfeito que se depara de repente em uma crise conjugal, começa a partir do sentimento de “que as coisas não vão bem em casa” a falhar no trabalho. Começa a atrasar a entrega de relatórios, esquecer números, explodir com mais facilidade e outros sintomas mais. É quando um lado começa a atrapalhar o outro.
Esse conflito entre áreas se dá por uma simples razão: somos várias faces de um ser integral.
O ser humano integral é composto de corpo, mente, espírito e emoção. Essas quatro dimensões são integradas e precisam de um mínimo de satisfação em cada uma delas para que o sujeito esteja em equilíbrio. Portanto, se o índice de satisfação em qualquer das partes estiver em déficit, naturalmente a pessoa se sente insatisfeita. Se essa insatisfação aumenta, se instala o que chamamos de crise. A crise é o ápice da insatisfação.
E a crise se reflete também na ausência do bem-estar, prazer, alegria e orgulho.
Usaremos esta teoria também para entender a situação que hoje vivemos no Brasil. Todos se sentem instáveis, por várias razões entrelaçadas.
Porque já não confiamos mais nos destinos da nossa nação, já não confiamos mais na responsabilidade do estado no cumprimento dos direitos civis, nos sentimos inseguros e ameaçados, os valores morais estão na lama, a economia desabou, as empresas estão demitindo em massa, outras estão falindo...
E o lado emocional dessa crise se reflete no medo, insegurança, desconfiança e frustração em que hoje encontramo-nos inseridos. Somos otimistas sim, mas não podemos fugir da realidade, para não corrermos o risco de sermos o chamado otimista patológico. Que é aquele sujeito que descobre que tem uma doença mais não toma remédio porque tem fé.
Contudo, esse artigo além de apresentar a “vida como ela é”, faz também uma reflexão motivacional.
Por isso, insisto: esteja você em qualquer circunstância, não desista jamais. Jamais!
A crise tem um componente pedagógico, e podemos aprender dela muitas lições. Porém, temos que sair do lugar, pensar “fora da caixa”. Identificar em que lado da nossa vida ela está instalada, e se está - ou se estamos sofrendo apenas a influência de outros. Uma vez identificando problemas em qualquer área de sua vida, parta imediatamente para começar o tratamento. O tratamento para crise começa com a mudança de atitude. “ Quem tem um forte porque, resiste a qualquer como”(Victor Frank). Reflitam sobre isso!